Melissa pinta o cabelo desde os 15 anos e nunca havia tido problemas com o couro cabeludo. Até este ano, quando, depois de dar à luz seu primeiro filho, foi ao salão para retocar a cor das madeixas. Por ainda estar amamentando e por instrução da própria cabeleireira, a jovem comprou uma tinta sem amônia para usar. Levou para o salão e, sem fazer o teste na pele e o teste das mechas, a profissional deu início ao processo.
“Eu fiz o teste das primeiras vezes que pintei meu cabelo. Como nunca tive reação, nem pensei que dessa vez eu passaria mal. Não recomendo isso para ninguém. Foi um momento muito difícil para mim, minha autoestima ficou muito abalada”, lembra. Ela foi ao hospital e o médico recomendou que tomasse antialérgico e doses de adrenalina. Sem apresentar melhora, precisou ser internada. “Quando o médico disse que eu precisaria raspar o cabelo, meu mundo caiu. A gente nunca acha que vai acontecer com a gente”, desabafa.
Qual tinta é melhor?
O dermatologista Leonardo Stagnol, especialista em cabelo e médico voluntário do Hospital Universitário de Brasília, explicou que não há como prevenir a alergia e que, mesmo usando o mesmo produto por anos, ainda assim pode dar reação.

Stagnol esclarece  ainda que há várias marcas de tintas no mercado – sem amônia, sem chumbo, orgânica e sem óleo -, contudo, não implica, necessariamente, em um produto hipoalergênico. Para evitar reações alérgicas, a principal dica do médico é: leia os rótulos antes de utilizar qualquer cosmético. Há algumas substâncias que são mais comuns de causarem alergia, como a parafenilenodiamina, conhecida como ppd. (Correio Braziliense)
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