Candidatura do Capitão Styvenson ao Senado pode atrapalhar Garibaldi e Jácome

Capitão Styvenson é o novo na política potiguar (Foto: Redação PN)
Causou frisson no mundo político potiguar o anúncio pelas redes sociais da filiação ao Rede Sustentabilidade e da pré-candidatura ao Senado do Capitão Styvenson Valentim na quinta-feira, 2. O anúncio foi feito em vídeo postado em suas redes sociais, no qual ele detalhou as razões que motivaram a sua decisão. “A Rede me assegurou independência e garantia, duas coisas que eu buscava. A independência para não ter que me submeter a velhas práticas políticas e a garantia de que teria liberdade para tomar as minhas posições”, disse ele sobre a escolha partidária.
A fama de “exigente” e “correto” adquirida quando coordenou as operações de blitz de Lei Seca em Natal somada a indignação do eleitorado contra as ” velhas práticas políticas” citadas por ele na declaração o tornaram não apenas um postulante com alto potencial de votação como o fizeram segundo a recente pesquisa Certus, contratada pela Fiern divulgada em 29 de julho, liderar na Grande Natal, com 26,7% dee intenção de votos.
Claro que a campanha oficialmente nem começou e que pesquisas para o Senado, na qual duas vagas estão em disputa, é sempre cheia de nuances, mas os números mostram que Styvenson já deve ser visto como realidade político-eleitoral.
E ele entrará na campanha em um momento delicado na corrida para o Senado, com mudanças nas chapas (como a retirada da candidatura de José Agripino Maia, do DEM) e “embolado” entre os pré-candidatos.
Tendo em vista as candidaturas mais fortes e que fazem parte das chapas majoritárias dos três pré-candidatos ao Governo que lideram as pesquisas, temos hoje o já senador Garibaldi Alves Filho (MDB) e Antônio Jácome, do Podemos e que entrou na vaga deixada por Agripino (no palanque de Carlos Eduardo Alves, do PDT); a deputada federal Zenaide Maia (PHS) e Alexandre Motta (PT), no palanque de Fátima Bezerra e Geraldo Melo (PSDB) no palanque de Robinson faria (PSD).
A entrada de Styvenson neste “clube fechado” onde entre todos apenas Motta não tem ou já teve mandato eletivo, deixa no ar a seguinte pergunta: Ao começar oficialmente a campanha qual dos citados perderá mais com a presença do capitão na disputa?
A princípio, Zenaide e Alexandre parecem ter pouco a perder. O eleitorado destes é ligado à Esquerda e aos movimentos progressistas. Embora também seja “novo na política”, Motta parece ter faixa de eleitorado bem diferente da que pretende votar em Styvenson. Como Zenaide e Motta devem “colar” em Fátima Bezerra durante a campanha, esta diferença ideológica deverá ficar ainda mais clara.
Surpresa e incógnita da pré-campanha até então, Geraldo Melo tem recall eleitoral no interior, onde Styvenson terá dificuldades para chegar. Tende a perder mais votos para Garibaldi e Jácome do que para o capitão.
Contudo, falando sobre Garibaldi e Jácome, eles sim, poderão ter uma perda eleitoral com a campanha do militar. Parcela do eleitorado evangélico que tende a votar em Jácome poderá gostar do discurso moralista e de correção de Styvenson, embora também a candidatura de Magnólia Figueiredo atraia o eleitorado evangélico. E um percentual do eleitorado de Garibaldi, de perfil conservador, que deseje mudar de voto por considerar que Garibaldi já queimou a lenha que tinha em Brasilia, pode pender a votar em alguém de perfil conservador que é o caso de Styvenson.
Claro que é cedo para conclusões mais apuradas e que novas movimentações políticas podem alterar o quadro, mas, a preço de hoje, Garibaldi e Jácome devem redobrar esforços para manter os votos cristalizados e não perder possíveis eleitores para um candidato mais novo, iniciante em política e que tenha discurso parecido
Por: Cefas Carvalho / Potiguar Notícias

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