Grupo Móvel resgata 3 trabalhadores submetidos a condições análogas às de escravo no Pará


O Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) do Ministério do Trabalho resgatou três trabalhadores em situação análoga à de escravo que atuavam como vaqueiros e auxiliares de serviços gerais em fazenda de pecuária extensiva em São Félix do Xingu, no sudoeste do Pará. Os trabalhadores viviam em alojamentos em condições precárias no meio da mata, sem água, instalações sanitárias e em local infestado de ratos.
“As condições eram impactantes. As paredes de área de vivência não tinham vedação e um grupo vivia no meio da mata, em barracas de plástico. O banho e necessidades fisiológicas eram realizados no meio da vegetação. A água para higiene e para o consumo pessoal era extraída, por baldes, de cisterna descoberta, havendo contaminação por folhas, sapos e insetos. O local de preparo de refeições era a céu aberto”, disse a coordenadora da ação, a auditora-fiscal Andreia Donin.
No total, 14 trabalhadores foram identificados sem registro, e um menor, que atuava na aplicação de veneno, foi afastado das suas funções. Para a coordenadora da ação, o número de resgatados poderia ser maior. “Ao presenciar a chegada do Grupo Móvel o empregador deu ordens para abandono dos alojamentos pelos empregados, demonstrando que conhecia a ilegalidade dos seus atos”, explica.

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