Rio Grande do Norte espera que governadora abandone a pecha de Fátima do PT e abrace o slogan Fátima do RN

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por Bruno Giovanni
A senadora Fátima Bezerra, quando veio de Nova Palmeira na Paraíba para estudar na UFRN, jamais poderia imaginar que um dia se transformaria um dia na Governadora do Estado do Rio Grande do Norte.
Fátima, após passar no concurso para professora na rede municipal e estadual de educação, fez parte de todas as associações de professores e sindicato dos trabalhadores em educação do RN, culminando com a presidência da entidade no ano que veio a se eleger deputada estadual pela primeira vez, em 1994, posto que renovou com a reeleição de 1998.
Filiada ao Partido dos Trabalhados desde o início de sua jornada, Fátima ainda se elegeu em 2002, 2006 e 2010 deputada federal pelo Partido ganhando projeção nacional e se transformando em dos maiores nomes do PT na região Nordeste, sempre com a causa da educação e sua defesa ferrenha dos governos Lula e Dilma e do partido de que faz parte.
Nesse percurso, Fátima sofreu quatro derrotas na disputa pela prefeitura de Natal: nos anos de 1996 para Wilma de Faria, em 2000 novamente para Wilma, em 2004 para Carlos Eduardo e em 2008 para Micarla de Souza.
O auge da carreira da professora foi na eleição de 2014, quando aliada de Robinson Faria numa chapa que nasceu subestimada, conseguiram superar o maior palanque já produzido nesse estado na época denominado por esse blogueiro de ACORDÃO, nome que pegou e virou a marca registrada das famílias e grandes estruturas politicas que se juntaram para assumir o poder.
Na ocasião, Fatima devolveu a Wilma as derrotas nas disputas para prefeitura em Natal e deu um liso se tornando a primeira senadora do estado que não vinha de nenhuma estrutura política que não fosse do seu próprio partido.
Com menos de dois anos, Fátima rompia com o seu companheiro de 2014 e que até então vinha com índices de aprovações razoáveis por causa do processo do impeachment da presidente Dilma que Robinson Faria resolveu avalizar a posição tomada pelo deputado Fábio Faria em Brasilia.
Naquele momento Fátima mesmo já sendo ventilada não tinha a certeza que poderia ou que teria condições de ter chances de um dia se eleger governadora do estado.
Fátima passou livre de acusações e escândalos que devastaram o PT, continuou presente nas suas bases e levantou trincheira muitas vezes até chula como oposição ao governo Temer que se mostrou o mais impopular desde que Cabral colocou os pes aqui.
Percorrendo o estado, falando a língua do povo, defendendo as bandeiras dos mais humildes e menos favorecidos, defendendo as bandeiras dos trabalhadores muitas vezes passando do razoável e se excedendo a paraibana lá de Nova Palmeira foi solidificando seu nome como futura governadora.
Nos últimos 18 meses foram publicados 30 pesquisas de intenção de voto no RN, Fátima liderou todas elas com larga vantagem, a única que se aproximou já foi no 2 turno numa polarização de todos contra ela.
Me recordo de uma pesquisa de maio de 2018 que Fátima aparecia 20% a frente de Robinson Faria e Carlos Eduardo ainda prefeito e com uma promessa que não renunciaria a prefeitura para se candidatar, foi uma avalanche de comentários no blogdobg dizendo que a pesquisa tinha sido feita no sindicato dos professores e no programa MEIO DIA RN ouvintes perguntado se realmente existia aquela pesquisa.
Pois bem, Fátima amanhece esse 29 de outubro de 2018 eleita governadora, em conformidade com todas as cinco pesquisas publicadas sexta e sábado no RN, que apontavam certo conforto, mostrando que a maioria dela deveria ser superior a 70 mil votos.
As urnas confirmando esse resultado na noite deste domingo, Fátima vai passar a ter o maior desafio da sua vida e colocar em jogo toda essa biografia de vitórias e sucessos alcançados ate essa data.
Fátima vai carregar o ônus e o bônus de ter derrotada toda a classe política do estado, vai ter que ser mais pragmática do que nunca para ter um ótimo relacionamento com o seu ex-companheiro de campanha em 2014 e atual governador para fazer uma transição harmoniosa e assumindo em 1 de janeiro já sabendo o tamanho da maquina e seus problemas e o que vai precisar fazer de imediato para diminuir o grande rombo fiscal, previdenciário e o grave problema de segurança e saúde que enfrentamos.
Fátima vai ter também que domar seus correligionários ideológicos para poder compor um governo extremamente técnico e com sustentação política na Assembleia e com forte apoio da bancada federal independente em que trincheiras foram eleitos os parlamentares.
Fátima vai precisar mais do que nunca do apoio dos servidores, sindicatos e movimento sociais, vai precisar de imediato ter uma relacionamento excelente com os poderes inclusive para uma repactuação de orçamentos que até hoje nenhum governante conseguiu nesse estado.
As urnas de hoje do jeito que consagram, podem desconsagrar rapidamente. A sociedade quer resposta, quer retorno, quer resultado e, para isso, Fátima vai ter que deixar de ser a Fátima do PT para ser a Fátima do RN.

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