Confira principais pontos da coletiva de imprensa com o presidente eleito Jair Bolsonaro

Presidente eleito Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)
Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, 1º, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) destacou a atuação do juiz federal Sergio Moro, após a confirmação de que ele assumirá o Ministério da Justiça. “O trabalho dele foi muito bem feito. Em função do combate à corrupção, da Operação Lava Jato, as questões do mensalão, entre outros, me ajudou a crescer politicamente falando”, disse Bolsonaro.
Sobre as críticas do PT com relação ao convite feito ao juiz para assumir a pasta – já que foi Moro que mandou prender o ex-presidente Lula – o presidente eleito foi sucinto: “Se eles estão reclamando, é porque fiz a coisa certa”.
Bolsonaro afirmou que foi Paulo Guedes, futuro superministro da Economia, que fez a ponte para o convite a Moro. “Se foi umas semanas, um dia antes da eleição, não tem nada a ver”, disse, ao ser questionado sobre quando o convite foi feito.
Imprensa
O presidente eleito foi questionado sobre a sua relação com a imprensa e o motivo de ter dado a entrevista apenas para emissoras de televisão, sem incluir jornais. “A imprensa está muito diversificada, eu cheguei aqui graças às mídias sociais. Quem vai fazer a seleção de qual imprensa vai sobreviver ou não é a própria população”, respondeu. “A imprensa que não entrega a verdade vai ficar para trás.” Segundo ele, a exclusão de veículos se deu por conta de “espaço físico”. “Não mandei restringir ninguém, não”.
Forças armadas
Bolsonaro incluiu pela primeira vez o Ministério da Defesa entre os três superministérios de seu futuro governo – os dois outros são o da Justiça e o da Economia. “A Defesa é um outro superministério. As Forças Armadas vão sim fazer parte da política nacional. Não vão ser relegadas como nos governos de Fernando Henrqiue e do PT”, anunciou.
Bolsonaro também deu outros detalhes sobre a estrutura de seu futuro governo. Disse que o ministérios da Agricultura e Meio Ambiente deverão mesmo ficar separados, mas avisou que ele escolherá os dois ministros. “Não vão ser as ONGs”, afirmou, referindo-se à pasta do Meio Ambiente. Ele se disse “pronto para voltar atrás” neste caso porque, primeiramente, relatou, o setor rural defendeu de forma unânime a união dos dois ministérios, mas depois se dividiu, por entender que a fusão prejudicaria o agronegócio no Exterior – onde é exigido dos exportadores o cumprimento de normas ambientais.
O presidente eleito também anunciou que o ensino superior sairá do âmbito do Ministério da Educação e passará a ser administrado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. “Não temos nenhuma das nossas universidades entre as melhores do mundo e o nosso Marcos Pontes vai dar um gás especial para essa questão aí”, afirmou.
Perguntado se investiria mais nas universidades, disse que não. “Pelo contrário, nós queremos investir mais no ensino básico e médio”. Provavelmente, relatou, o seu governo deverá ter até 17 ministérios – hoje são 29.
Economia e reforma
Jair Bolsonaro também voltou a dizer que o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, terá “carta branca” para escolher nomes e para administrar a pasta que reunirá a Fazenda, o Planejamento e a Indústria e o Comércio. Sem citar nomes, disse que há “gente boa” no governo Temer que poderia ser aproveitada por Guedes. Bolsonaro reafirmou os compromissos da sua equipe econômica com as metas de inflação, juros, câmbio e com a reforma da Previdência.
Reforma da Previdência
Sobre votar ou não a proposta de reforma agora, ele disse que isso depende de saber se haverá quórum, já que o Congresso está esvaziado após a eleição. Ele considerou aproveitar “alguma coisa” do que está aprovado na Comissão especial da Câmara, mas voltou a defender especificidades para aposentadoria de diversas categoria – inclusive os militares. Mas disse ser necessária e urgente a reforma da Previdência. “Se ficarmos sentados olhando para o céu, vamos correr o risco de virar uma Grécia”, comparou.
Bolsonaro defendeu também a desburocratização do Estado para favorecer empreendedores e uma fiscalização que seja amigável. Também defendeu que a Petrobras faça parcerias para investir mais. Anunciou, por fim, que ira avalizar o acordo Boeing-Embraer.
Exterior
Ele se disse ainda aberto a conversar, inclusive já na próxima semana, quando vira a Brasília, com representantes da China e de outros países que querem negociar com o Brasil. “Vamos fazer negócios sem viés ideológico”, avisou. Bolsonaro afirmou não ver “clima pesado ou problemas” em mudar a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. “Não é problema de vida ou morte, respeito os judeus e o povo árabe”. Ele disse que esses assuntos tratados pelo futuro ministro das Relações Exteriores. (Com informações Jornal do Brasil).

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