O que pode acontecer com Pezão quando ele perder o foro privilegiado?

A partir de 1º de janeiro, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, preso nesta quinta-feira (29), deixará o cargo e, com isso, perderá o foro privilegiado.
Especialistas ouvidos pelo G1 afirmam que a mudança fará com que o processo contra o governador vá para a 1ª instância e, consequentemente, Pezão perderá algumas prerrogativas, como o direito de estar numa sala na Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói.
"Nada muda, a princípio. Vai mudar a competência judicial. Vai sair do STJ [Superior Tribunal de Justiça] e vai para a primeira instância. Como tem muitos investigados, se um mantiver foro especial, pode manter para todos ou desmembrar. No caso dele [Pezão], parece que não há", afirmou o advogado criminalista Breno Melaragno.
Melaragno acredita que o processo envolvendo o governador, atualmente no STJ, possa ir para as mãos do juiz federal Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal no RJ e responsável pelos processos envolvendo a Lava Jato no estado.
O especialista também disse que a partir do próximo ano, talvez Pezão vá para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte, onde estão outros presos da Lava Jato.
Fora estar numa sala sozinho, Melaragno diz que o foro de Pezão não garante outros privilégios. Ou seja, as visitas ao governador devem ocorrer de forma normal, uma vez por semana. Os advogados dele devem ter pleno acesso ao cliente desde que respeitado os horários definidos pela unidade prisional.

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