Ao se despedir de neto, Lula critica quem o condenou e diz que levará ‘diploma de inocente’ para o céu

Foto: Ricardo Stuckert/PT
Liberado pela Justiça para acompanhar o velório e a cerimônia de cremação de seu neto Arthur, de 7 anos, que morreu vítima de meningite na sexta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou os responsáveis por sua condenação na Lava-Jato e lembrou que o garoto sofria bullying na escola por ser seu neto. As declarações foram dadas em um ambiente fechado, onde não foram permitidas gravações nem a presença de jornalistas.
— As pessoas que me condenaram… duvido que elas possam olhar para os netos como eu olhava para você — disse Lula, dirigindo-se ao corpo do neto, de acordo com relatos.
Lula prometeu ainda provar a inocência em memória de Arthur, que, segundo o ex-presidente, enfrentou problemas na escola devido ao parentesco:
— Você sofreu muito bullying por ser meu neto. Eu vou provar minha inocência e vou levar para o céu o meu diploma de inocente. Vou provar quem é ladrão e quem não é.
O ex-presidente chegou ao cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, às 11h07 cercado por um forte aparato de segurança da Polícia Federal (PF). Dezenas de policiais militares também ocuparam o cemitério.
O petista desceu do carro já bastante emocionado e acenou para as centenas de apoiadores que estavam na parte interna do cemitério, mas do lado de fora prédio onde ocorria o velório.
Lula entrou no prédio chorando, segundo relatos dos presentes. No caminho até o caixão foi abraçando familiares, amigos e lideranças petistas. Participaram da cerimônia, entre outros, o ex-prefeito Fernando Haddad, a ex-presidente Dilma Rousseff, o governador da Bahia, Rui Costa, e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
O ex-presidente ficou uma hora e 50 mintos no local. Recebeu um telefonema de condolências do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes por meio do celular de Gilberto Carvalho, seu ex-chefe de gabinete.
O Globo

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