Aladim: “Vou bater na porta do comércio e se precisar da governadora para não ver o Moinho de Ventos apagado da nossa história”

Pego de surpresa com a notícia do abandono do canteiro de obras da recuperação do Moinho de Ventos– principal cartão postal da cidade, o Vice-prefeito de Macau e dirigente da CDL, Rodrigo Aladim, reagiu: “Vou bater na porta do comércio, da Salinor e se for preciso, vou até a governadora Fátima Bezerra pedir que intervenha na obra para que o Moinho seja entregue de volta ao povo de Macau e não se apague da nossa história.”
Para Rodrigo Aladim, o Moinho de Ventos pertence ao povo de Macau, não é obra de nenhum gestor. “O Moinho é um monumento que carrega a identidade cultural do povo macauense e não pode ficar nas mãos de quem não tem responsabilidade e compromisso com a cidade”, desabafou o vice-prefeito e advogado, informando que irá mobilizar setores do comércio e da indústria, caso a prefeitura não reassuma em poucos dias as obras.
O estado de abandono do canteiro de obras do Moinho de Ventos foi revelado em um vídeo gravado pelo vereador Italo Mendonça, que esteve no local na tarde desta terça-feira, 21, e não encontrou nenhum responsável pelas obras, tampouco vigilância na área onde estão guardadas peças importantes do monumento.
A Prefeitura de Macau ainda não se pronunciou sobre o assunto. Alguns áudios atribuídos a um representante da empresa responsável pela obra circulam nas redes sociais, dando conta que a falta de uma peça, que já estaria sendo providenciada em Fortaleza, foi o motivo da paralisação da montagem, no entanto, como outros serviços já foram iniciados e abandonados no município, por falta de pagamento da prefeitura, a desconfiança é grande na comunidade, sobre o futuro do monumento.
O Moinho de Ventos foi destruído por uma forte rajada de ventos no início de janeiro desse ano. Poucos dias depois, o prefeito Tulio Lemos chegou a anunciar a “recuperação imediata da estrutura”, o que não aconteceu. Depois, a Prefeitura de Macau confirmou em nota que a obra estaria pronta até o Carnaval, o que também acabou não acontecendo.

Comentários