Nova política da Petrobras ameaça 8 mil empregos no RN, diz Sindipetro-RN

As recentes declarações do presidente da Petrobras Roberto Castello Branco a um grupo de empresários no Rio de Janeiro garantindo que a empresa vai concentrar até 2020 as atividades de exploração e e produção de petróleo e gás natural nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo repercutiram no Rio Grande do Norte, um dos estados que mais produziram petróleo nacionalmente.
Caso consolidada, a política de redução dos investimentos na região representaria um impacto negativo em mais de 8 mil empregos e se trata de uma decisão política baseada em revanchismos do presidente Jair Bolsonaro, como afirma Pedro Lúcio Góis, do Sindicato dos Petroleiros do RN. Para o senador Jean Paul Prates, o foco nas operações no pré-sal é um erro contra a soberania da empresa e contra o Estado.
Com um foco de investimentos de US$ 54 bilhões nos próximos anos para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, de acordo com Castello Branco, a empresa estatal confirmou a política iniciada em 2015, e acelerada com o Governo Temer, em 2017, de saída do Rio Grande do Norte, inclusive ratificada pela venda dos Campos de Macau, recentemente, para empresas privadas. Essa política também se traduz nos números de exploração no Estado, que passou de 60 mil barris por dia, em 2015, para 38 mil, em três anos, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP).
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