Militares estaduais fazem nova ameaça de parar as atividades. Tropa diz que o Governo do RN descumpriu acordo feito em junho

Os militares estaduais (Polícia Militar), que segundo a categoria, possuem o pior salário entre os servidores da Segurança Publica do Estado e um dos menores do Brasil, após desencadearem um movimento reivindicatório dia 17 de junho do corrente ano, suspenderam o referido movimento em razão de termo de acordo firmado entre o Governo do Estado e os representantes da categoria.

Ocorre que passados quase três meses do acordo firmado, não se percebe avanços nas negociações para o cumprimento do que foi acordado, tendo o Governo inclusive deixado de cumprir o item 3 que falava da “implantação em julho de todos os níveis e promoções publicadas e ainda não implantados”, quando se sabe que embora o Estado tenha implantado parte das promoções que foram efetivadas no governo passado, deixou de implantar os promovidos no mês de abril de 2019, bem como, os níveis das turmas de 2001 e 2010, que até a presente data continuam sem receber a atualização de seus vencimentos.
Outro fato que a categoria aponta como descaso por parte do Governo é sobre o processo de negociação, que apesar de ter ocorrido 6 reuniões com a equipe do administrativa seguida de outra que o governo não compareceu (mesmo estando marcada pelo mesmo), pouco se avançou em relação ao envio do Projeto de Lei para redução das distorções salariais do militares em relação às demais categorias da segurança pública, bem como, a definição de como serão pagos os valores retroativos das promoções e níveis que foram implantadas em julho, medidas essas que tem como prazo final no acordo firmado previsto para esse mês de setembro.
“Essa inércia do Governo em efetivar os pontos constantes no termo de acordo tem gerado uma revolta na categoria dos militares estaduais, que inclusive cogitam que, caso todos os pontos do acordo não sejam cumpridos até o final desse mês de setembro, se iniciaria uma paralisação total das atividades a partir do dia primeiro de outubro”, diz trecho da nota enviada ao blog.
O Sgt M Sousa, presidente da Associação de Praças da Polícia e Bombeiros Militares do Seridó (APBMS), entende que o Governo está protelando (ganhando tempo), mas que, espera o bom-senso deste no sentido de honrar os termos do acordo firmado para que não ocorra uma perda de credibilidade junto à tropa, o que poderia culminar com um desfecho inadequado, levando prejuízos significativos para a categoria, bem como, para a sociedade potiguar.

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