Regina Duarte toma posse e fala em pacificar diálogo com a classe artística

Regina Duarte vai gerenciar a política cultural do país (Foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
A atriz Regina Duarte tomou posse como secretária da Cultura na manhã desta quarta-feira, 4, em uma solenidade no Palácio do Planalto. No evento, que contou com a presença de figuras importantes do primeiro escalão governo, além do próprio presidente Jair Bolsonaro, Regina agradeceu os apoios que recebeu para chegar ao cargo.
Em seu discurso, que teve passagens com tom quase poético, disse que se “apresenta para a missão” e que recebeu a secretaria de Bolsonaro com o compromisso do presidente de ter liberdade de atuação.
Regina assegurou que no cargo vai “zelar pela cultura do povo, repartindo com equilíbrio as fatias do fomento para que todas as regiões do país possam ter viabilizadas e expostas a sua produção e que toda a população possa desfrutar da nossa magnífica expressão cultural”.
“Meu propósito aqui é pacificação e diálogo permanente com o setor cultural, com estados e municípios, com o Parlamento e com os órgãos de controle”, afirmou.
A secretária defendeu ainda ser possível fazer muito cultura com os recursos disponíveis, “como nos meus tempos de amadora”. Ela disse, por outro lado, que também é possível “fazer mais com mais”, ou seja, ainda haverá espaço para as produções mais dispendiosas. “Para isso, vamos passar o chapéu”.
A nova secretária será a responsável por gerenciar a política cultural do país. Ela chefiará uma estrutura de seis secretarias, seis escritórios regionais e sete entidades vinculantes, sendo quatro fundações e três autarquias, como a Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Em seu discurso, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que, “nas últimas décadas, a cultura representou algo que em muitos momentos não era o que a maioria do povo queria”.
“Ela [a cultura] foi cooptada pela política de modo que foi usada para interesses político-partidários e, obviamente, muita gente se rebelava contra isso. Na minha cabeça, de um humilde capitão do Exército Brasileiro, estava patente que não era essa a cultura que devia ser realizada com dinheiro público no Brasil”, afirmou. (Com informações Congresso em Foco).

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